| Afirmar
que o Nile é um dos maiores nomes do cenário
Death Metal é redundante, pois desde o debut, os
caras mostram que estão em constante evolução.
Chama a atenção observar que, mesmo com
várias mudanças de formação,
as características responsáveis pelo reconhecimento
mundial da banda não foram perdidas, apenas aprimoradas.
Como esperado, as temáticas egípcias continuam
sendo exploradas (eles são mesmo americanos ou
saíram de alguma esfinge?). A arte gráfica
esbanja capricho, assim como a produção.
Quanto à sonoridade, está na linha do álbum
antecessor, predominando as passagens ultra - rápidas,
porém, intercaladas com outras mais cadenciadas,
resultando em mais dinamismo às músicas.
A criatividade na construção de riffs extremamente
velozes e a virtuose dos solos surpreendem. Os vocais
guturais estão mais nítidos, permitindo
compreensão das letras, fato que antes era dificultado,
até mesmo lendo o encarte. A cozinha, além
de técnica, exige preparo físico dos integrantes,
pois não é difícil observar andamentos
que se aproximam da velocidade da luz. George Kollias
é sem dúvida um dos grandes bateristas do
cenário extremo, de nível igual ou superior
ao de Pete Sandoval (Morbid Angel), Max Kolesne (Krisiun)
e Darek "Daray" Brzozowski (Vader).
Pesado, rápido, brutal, agressivo, criativo e técnico.
Será que faltaram adjetivos?
Como diria Dick Siebert (Korzus): "É som pra
macho, não é pra frango". |