Geralmente, trabalhos
paralelos geram controvérsias, pois muitas
vezes o músico investe em algo semelhante ao
que vez durante toda a vida e nem sabemos o motivo
que o levou a criar uma outra banda. Das poucas exceções,
podemos citar Michael Amott (Arch Enemy e Spiritual
Beggars) e Peter Tägtgren (Pain, Hypocrisy e
Bloodbath).
No caso da My Darkest
Hate, a maioria dos integrantes veio de nomes conhecidos
do Heavy Metal, como Sacred Steel e Primal Fear. Curiosamente,
aqui apostam no Death Metal com influências
de Six Feet Under e Sinister.
"Combat Area"é
o quarto full - lenght e apresenta uma sonoridade
densa, pesada e brutal, típica dos anos 90.
As composições são empolgantes,
fato que se deve à diversidade de riffs, alternância
entre passagens rápidas e cadenciadas, além
do feeling constantemente perceptível. Os guitarristas
mostram criatividade em bases violentas e solos marcantes.
O baixo e a bateria não ficam para trás
e contribuem significativamente com o dinamismo. O
vocal mescla com facilidade o gutural e o rasgado,
lembrando muitas vezes Chris Barnes.
Não citar Andy
Classen seria injusto. O produtor conhecido por trabalhar
com Krisiun, Tankard e Legion Of The Damned, mais
uma vez conseguiu extrair timbres cristalinos de sons
agressivos, comprovando ser um dos melhores profissionais
em gravação, mixagem e masterização.
Não perdendo
o hábito de sugerir músicas, "Enter
Combat", "They Shall Fall" e "Under
My Wing" resumem com facilidade nossos comentários.
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