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Entre
meus dez e quinze anos comprei vários discos
pela capa. Eu chegava nos sebos em busca de sons diferentes
e como era impossível ouvir todo o acervo de
vinis das lojas, selecionava os que apresentavam as
artes mais chocantes. Foi assim que conheci Whiplash,
Violent Force, Carnivore, Voivod e Obituary, por exemplo.
Certamente, se "Preposterous" fosse lançado
entre final dos anos oitenta e começo dos noventa,
entraria na minha lista, pois tem uma das melhores
ilustrações em oposição
ao catolicismo que já vi, mostrando que o quarteto
se preocupou com a apresentação.
Os primeiros instantes de audição provam que o capricho
não se limitou à arte de Diego Moscardini e Rafael
Benjamin (responsáveis pela capa), mas avançou em
direção à produção, trazendo
gravação, mixagem e masterização
compatíveis com grandes nomes internacionais.
Terminado o pouco mais de um minuto de introdução
e começando "The Misanthropic", pude
observar que os integrantes dominam seus instrumentos
com precisão, sabem dosar as alternâncias
de velocidade (contribuindo para o dinamismo das músicas),
além de esbanjar bom gosto para os arranjos
sinfônicos e solos de guitarras.
Ao leitor que estiver se perguntando o que impediu um conceito
avaliativo máximo para a Mork, já que até o
momento só citei fatores positivos, eis a resposta:
semelhança extrema com Dimmu Borgir, a ponto de confundir
o ouvinte em algumas passagens.
Acredito que no próximo trabalho a banda caminhe em
direção ao diferencial e quando isso ocorrer,
possivelmente a Mork estará na lista de grandes nomes do
cenário extremo. Afinal, o diamante foi encontrado, agora
só falta o polimento.
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