Algo inevitável
ao se pegar um CD, é abrir o encarte. Neste caso,
as fotos das integrantes, principalmente da guitarrista
e da baixista, prendem a atenção do consumidor.
Para a infelicidade delas, no meio musical beleza não
é fundamental, mas sim, o talento. Após
uma rápida passagem pelo livrinho, chegamos nos
créditos e percebemos que Lemmy Kilmister
e Gene Hoglan participaram significativamente, sendo o
primeiro, autor de duas letras (faixa 6, onde também
canta, e faixa 10), e o segundo, responsável
pela bateria nas faixas 1, 2, 5 e 8 (nas demais, Linda
Mc Donald assumiu as baquetas). Sem machismo ou subestimação,
para estes dois ícones estarem presentes, ou as
moças são muito competentes, ou os marmanjos
não resistiram aos olhos claros do trio. Chega
de perder tempo e vamos ao que interessa, ouvir o trabalho.
"Purge" abre álbum com um riff empolgante,
seguido por uma voz limpinha, mas que logo torna - se
agressiva, mostrando a competência e versatilidade
de Moa. A cozinha é simples e direta, porém,
precisa. Não há dúvidas, é
música pesada e com feeling, do tipo que nos instiga
à abrir uma cerveja e curtir a vida boêmia.
Os primeiros minutos surpreendem, e para a nossa satisfação,
a fusão Hard Rock/Rock And Roll da Meldrum, com
influências de Motörhead e Black Sabbath, permanece
até "Bite The Pillow". Apenas em "Get
Me Outta Here", que é uma balada, as distorções
ficam ofuscadas.
Além de ótimas composições,
a maioria de responsabilidade de Michelle e Frida, a boa
escolha para timbres e a produção adequada
ao estilo contribuíram para os elogios ao material.
Não seria exagero afirmar que esta é a melhor
banda feminina desde a Girlschool, destacando-se as linhas
de guitarra e os vocais.
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