Certa
vez um amigo me disse que há três ocasiões
em que as chances de reconhecimento são grandes:
ser o primeiro, ser o melhor ou ser o inovador. Ouvindo
“Self - Enemy”, percebi que o cara tinha razão, pois
a Lifetimes não é a primeira banda de Death
Metal do Brasil, talvez não seja a melhor (questão
de ponto de vista), mas certamente, é a inovadora.
A mistura de diferentes elementos é prática
comum em vários nomes da atualidade, como Opeth,
Orphaned Land e Vintersorg, mas é uma tarefa difícil,
pois muitas vezes as proporções entre os estilos
não é acertada. Justamente neste aspecto que
o quinteto se destaca, pois conseguiu misturar peso, agressividade,
técnica e melodia na medida certa, em alguns momentos,
flertando com o Heavy Metal, outros com o Thrash e até
mesmo com o Prog.
Todos os integrantes contribuem significativamente para
o resultado final, mas seria injusto não destacar
as guitarras (aparentemente, os irmãos Michael e
Christopher Amott servem de referência) e os vocais
de Leandro Novo (muitas vezes lembrando Phil Anselmo).
A qualidade gráfica é excelente, porém,
em relação ao áudio, a Lifetimes merece
algo na linha de Andy Sneap ou Andy Classen. |