Julgar
um livro pela capa, ou no caso, um álbum, é
algo que procuro evitar e justamente por isto, nesses anos
de redator, tive várias boas surpresas.
No caso da Land Of Tears, o nome e o logotipo lembram algo
na linha Gothic ou Doom Metal. Porém, a proposta
que o quarteto apresenta neste material é um Death
Metal caprichado, mesclando elementos tradicionais e melódicos
de maneira agradável, satisfazendo o ouvinte na primeira
audição. Em algumas passagens mais cadenciadas
há o flerte com o Doom, mas não que este estilo
predomine.
As cinco faixas relativamente longas que compõem
“World Of Pain” são empolgantes e mostram, além
de criatividade, cuidados na parte gráfica, bom gosto
na escolha de timbres e tratamento de áudio compatível
com as atuais exigências do mercado musical. Por serem
dinâmicas, maçante é um adjetivo impossível
de ser aplicado.
Eregion, que na Unearthly é responsável pelas
guitarras e vocais, aqui se mostrou um produtor qualificado,
explorando um lado pouco conhecido deste integrante de uma
das melhores bandas de Black Metal da atualidade.
Como bônus, “Tormented Shadows” (do demo “Canon Episcope”),
“Vinho”, “Abducted” e “Winter Sadness” (do demo “Total Disgrace”),
onde é possível perceber uma mudança
considerável na sonoridade, antes voltada ao Doom
e tendo até mesmo vocais líricos (lembrando
os primeiros álbuns do Paradise Lost), e agora, mais
na linha de Morbid Angel, Carcass e Arch Enemy. |