"Há
certos álbuns, que você tem de ouvir de uma
forma diferente". Poucas palavras que caem como uma
luva para descrever o novo CD do Judas Priest, intitulado
"Nostradamus", que em anos, é o primeiro
trabalho conceitual da banda, que retrata a vida do francês
Michel de Nostredame, um dos mais famosos profetas de todos
os tempos.
"Nostradamus", ultrapassa mais de 100 minutos
de música, dividido em dois discos, chegando a marca
de 23 canções, então, é um trabalho
para ser ouvido com calma. No geral, as canções
são grandiosas, cadenciadas, com corais, climas bombásticos,
com adição de teclados, cozinha coesa e as
ótimas guitarras da dupla K. K. Downing e Glenn Tipton.
Os vocais de Rob Halford provam mais uma vez que o cara
é dono de uma das vozes mais aclamadas no meio Metal,
mostrando até uma nova faceta do frontman, podemos
dizer até que "Nostradamus", mostra um
Judas Priest sem soar tão Judas Priest.
Lendo as resenhas ao redor do mundo, pude notar que o álbum
soou muito ambíguo para diversos críticos,
alguns, odiaram o play, outros, curtiram muito, como foi
o caso desse redator aqui que vos escreve. Por se tratar
de um trabalho longo, uns julgaram o álbum como cansativo
ou ultrapassado, algo estranho, pois quando o álbum
é um típico trabalho do banda, acaba sempre
levando aquela cutucada de que não há nada
de novo, não mudou e o cacete, mas quando há
mudanças e novas direções são
seguidas, o álbum é julgado como ruim? Difícil
de entender né?
Achei em "Nostradamus" diversas músicas
matadoras, entre elas "Prophecy", "Revelations",
"Pestilence And Plague", "New Beginnings"
e "Nostradamus".
Sem mais delongas, um álbum diferente, de uma banda
acustumada com um Heavy Metal rápido, como nos tempos
de "Painkiller", ou mais simples, como "British
Steel" e por ai vai. Depois da volta de Rob Halford
ao Judas, muitos fãs aguardam um segundo "Painkiller"
ou músicas com aquela pegada característica
do Judas Priest, mas se esperam algo nesse sentido, é
melhor sentar e continuar aguardando, pois mesmo que "Nostradamus"
seja um bom play, ele não se enquadra nos moldes
de clássicos do Judas Priest.
Caros headbangers, ainda não foi dessa vez, mas curtam
o primeiro play conceitual dos mestres do Metal. Curtam
de uma uma forma diferente, pois estamos diante de um ótimo
trabalho.
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