Falar
que a Noruega é um criadouro de Black Metal é
redundante. Constantemente novos nomes surgem nas terras
gélidas, sendo alguns promissores, outros nem tanto.
Em muitos casos, o erro é tentar viver na sombra
de clássicos como Mayhem e Burzum, evitando inovações
e não conseguindo uma identidade, tornando - se apenas
“mais um”. Das bandas que optaram em traçar um caminho
diferente, um dos destaques é o Gorgoroth, que está
na estrada há 15 anos e nos apresenta seu 10º
trabalho (incluindo promos e demos).
Em “Ad Majorem Sathanas Gloriam”, álbum que demorou
4 anos para ser concluído, percebemos uma grande
evolução em relação ao material
anterior, o qual já havia surpreendido bastante.
Ainda predominam as guitarras agressivas, cozinha direta
e vocais rasgados (porém nítidos). Mas há
uma maior maturidade nas composições, as quais
são quase que na totalidade, velozes e ríspidas,
definidas como um massacre sonoro. Momentos mórbidos
e sombrios também são observados, como em
"Sign Of An Open Eye".
A produção crua e nítida, mostra que
é possível obter qualidade auditiva sem perder
as tradicionais características que consagraram o
estilo.
Material forte candidato à lista de clássicos
anticristãos. |