| Pouco
conhecida no Brasil, a Enslaved mostra em "Ruun"
um trabalho surpreendente, com elementos que variam do
Black ao Doom Metal, incluindo passagens de Progressive.
O resultado é uma sonoridade única, dinâmica,
que prende a atenção do ouvinte e dá
nova cara à música extrema.
Os vocais predominantes são rasgados, característicos
do Black Metal, mas há passagens limpas, que, juntamente
com as variações instrumentais, criam climas
interessantes. As guitarras mostram criatividade, tanto
para bases, como para solos. A bateria é precisa,
com viradas e quebras de tempo bem encaixadas. Completando
a cozinha, um baixo competente. Quanto ao teclado, bem
dosado, evitando exageros desprezíveis.
Um álbum que agradará apreciadores de Dimmu
Borgir, Opeth, Vintersorg, My Dying Bride e Paradise Lost
(até a fase "Shades Of God").
Destacar alguma música? Impossível e injusto,
pois todas são excelentes. |