Para
a surpresa de muitos, inclusive a da nossa equipe, Cristiano
Fusco retornou ao cenário metálico. Aos
desinformados, o guitarrista tocou muito tempo com a Torture
Squad, sendo que no álbum "Pandemonium",
mesmo não fazendo mais parte da banda, participou
das composições de algumas faixas. O motivo
da saída do músico ainda é desconhecido,
mas sua contribuição para o Thrash nacional
é indiscutível.
Em seu novo projeto, além de ser responsável
por todas as músicas, o instrumentista escreveu
a maioria das letras. A Distort investe no Thrash Metal,
tendo como principal característica as empolgantes
linhas de guitarras, que lembram a antiga banda de Cristiano
e os primeiros anos da americana Metallica. O baterista
Thiago cumpre bem sua função e não
deixa a peteca cair. Seu companheiro de cozinha, o baixista
Caio, teve o trabalho valorizado pelo tratamento do áudio,
que deu destaque ao instrumento. O vocal de Marcelo soa
estranho nos primeiros instantes, mas depois, os ouvidos
se adaptam ao timbre e fica faltando apenas mais agressividade.
A Distort apresenta competência, faltando apenas
o amadurecimento de algumas idéias e a busca pelo
diferencial, pois em muitos momentos (principalmente nas
primeiras três faixas) peca pela previsibilidade.
Em "Blowing Up" e "Covering A Face",
o potencial do quarteto fica mais que comprovado.
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