| Recebendo
o debut da Anmod, uma surpresa: a banda é nacional,
mas o CD é importado e foi lançado por uma
gravadora holandesa. Será isto mais uma prova da
falta de apoio de selos brasileiros ao nosso cenário?
Esta pergunta poderá ser respondida em outra ocasião,
pois a prioridade neste momento é conhecer e opinar
sobre a sonoridade do trio paranaense.
O álbum é aberto com um riff insano, seguido
por uma bateria super veloz, um baixo violento e um vocal
gutural. Antes do término do primeiro minuto, uma
imprevisível passagem cadenciada aparece e a voz
tende ao rasgado, deixando a música mais interessante.
"Anmod" é uma introdução obscura
para "Hung Up At The Pale", que fortalece nossa primeira
impressão, confirmada nas faixas seguintes. A proposta
é fazer Death Metal com pitadas de Grind, gerando
composições dinâmicas, brutais e caóticas.
Os integrantes sabem dosar as passagens rápidas
e retas com as cadenciadas e quebradas, mostrando competência, técnica
e criatividade incontestável, além do bom
gosto para escolha de timbres, principalmente do baixo.
Não compensa perder o tempo do leitor com palavras
que nada dizem, é mais prático afirmar que
"Monstrosity Per Defectum" é um álbum empolgante
e com identidade, que acertará com precisão
os ouvidos de apreciadores de nomes como Cannibal Corpse,
Morbid Angel, Napalm Death, Terrorizer e Krisiun.
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